O contador de estórias*

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O debate entre as diversas agências – relações públicas e consultoria em comunicação, publicidade, digital, meios, public affairs, etc – tem centrado a tónica no domínio sobre conteúdos e a sua produção, em qualquer que seja a ferramenta. Quem dominar os conteúdos, dominará as novas e as velhas plataformas.

Mas serão os conteúdos, per si? Da leitura da crónica de Gary Goldhammer*, confirmo que não.

Conteúdos, factos, opiniões, todas as pessoas os produzem e divulgam – é olhar para posts, tweets, notícias…Mas histórias, serão todos capazes de as contar e, com elas, marcar o consumidor?

Que texto, peça ou imagem, de imprensa, televisão ou online, é que mais nos marcou? Algum número, algum facto, ou foram estórias?

(Afinal, talvez não baste) Não basta produzir conteúdos, atrás de um bom conteúdo tem de estar uma boa estória, e atrás de uma boa estória tem de estar um bom contador de histórias, as RP dominam pela natureza  da sua especialidade este território e não é de hoje…

“Where once we read stories, we now consumed content. Stories are personal and transformational. Stories have definition and character. Stories are history personified. But content is cold, distant. Content is a commodity – a finite consumable of fleeting value. Content is artificial intelligence. When storytelling is reduced to content, ideas die.”

*inspirado na crónica de Gary Goldhammer is Hill+Knowlton Strategies’ U.S. Chief Digital Strategist and is based in our L.A. office, book “The Last Newspaper,” published in 2010, and chronicle in http://www.hkstrategies.com/The_Last_Newspaper

relações públicas

Alexandra Queiroz – Account Manager @ Hill+Knowlton Strategies Portugal

Mais energia depois dos 50 anos! – Ou o poder da segmentação

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Já pensou em colocar pais, avós e vizinhos a pintar, fotografar e a viver com mais energia? Parece um conceito simples. E é.

No mundo do marketing e da comunicação, vivemos diariamente à procura do último hype, da última trend, do sound bite que nos coloque nas bocas do mundo. E nessa busca, esquecemo-nos muitas vezes do primeiro passo: a segmentação, uma “irrelevância” orientadora de todo o trabalho.

A segmentação arrasta consigo um inúmero conjunto de consequências que, em última instância, devolvem ao público o papel que ele deve ter em qualquer estratégia de comunicação. O público é o eixo em torno do qual tudo gira.

Foi com base neste pressuposto que a Nutricia criou o concurso de pintura e fotografia, Energia Fortimel Compact 2012, que desafia a população com mais de 50 anos a participar nesta atividade divertida e com um objetivo claro e definido: Viver com Energia, sob diferentes olhares e interpretações!

Com o apoio da Associação Amigos da Grande Idade – Inovação e Desenvolvimento e do Inatel, assenta no conceito base de que a energia acompanha qualquer idade e que os 50 anos começam a ser os novos 40, estimulando desta forma um público cada vez mais atento aos cuidados de saúde e aos benefícios associados a uma atividade paralela à profissional.

Em resumo, um conceito que não é o último hype, não é a última trend e não tem um sound bite em si mesmo, mas que de uma forma simples e eficaz vai ao encontro daquele que é o público-alvo da Nutricia.

Se quiser saber mais sobre o concurso, visite www.vivacomenergia.pt ou http://apps.facebook.com/fortimel

O consumidor saltitão*

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The New Multi-screen World: Understanding Cross-Platform Consumer Behavior, um estudo recente do Google, revelou que cerca de 90% das pessoas alternam entre dispositivos electrónicos para atingir o seu objectivo, sejam eles smartphones, computadores, tablets ou televisores.

Esta análise foi realizada para uma melhor percepção do consumo dos média nos diferentes ecrãs, como são usados os dispositivos em simultâneo e o que significa para os negócios e o modo como se ligam aos consumidores.

As actividades mais realizadas pelos utilizadores são a pesquisa na internet, compras, gestão de finanças e planeamento de viagens. O estudo permitiu também perceber que o dispositivo mais comum, de iniciação de uma actividade multi-ecrãs, começa no smartphone.

Foram identificadas duas formas de combinação dos vários ecrãs: a sequencial, que identifica a mudança de um ecrã para outro; a simultânea, que conjuga o uso de vários ecrãs em simultâneo, de forma a atingir o objectivo pretendido.

Assim, a televisão já não comanda toda a nossa atenção, pois cerca de 77% dos telespectadores que estão a ver TV, têm outro dispositivo à mão.

Para os marketeers, esta descoberta traduz-se numa maior oportunidade de chegar a mais consumidores, e a importância dos negócios investirem e marcarem a sua presença nos múltiplos dispositivos existentes.

*Paralelismo com o Coelho Saltitão que vence o Leão pela astúcia.

Kelly Silva – Trainee @ Hill+Knowlton Strategies Portugal

Damos as boas-vindas ao Lisboa Story Centre

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Câmara Municipal de Lisboa, Associação de Turismo de Lisboa e YDreams recriam Lisboa do antigamente.

O Lisboa Story Centre é um centro interpretativo da história da nossa capital. Nesta exposição, os visitantes viajarão durante uma hora pela Lisboa antiga, desde a sua fundação à revolução de 25 de Abril de 1974.

Neste espaço onde impera não só a história, como a inovação e a tecnologia, destaca-se a reconstituição a quatro dimensões do terramoto de 1 de Novembro de 1755.

A não perder já a partir de amanhã no Terreiro do Paço.

Saiba mais em aqui.

E hoje, já falaram sobre a sua marca?

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A Marktest divulgou uma análise ao estudo Barómetro de Telecomunicações sobre a relação dos detentores de telemóveis com as redes sociais. Nesta análise foram apresentados os dados que comprovam a actual importância que têm os dispositivos móveis e as redes sociais para as marcas.

Partilhamos as principais conclusões do estudo que podem também ser consultadas em: http://www.marktest.com/wap/a/n/id~1a15.aspx

Cada vez mais as marcas são mencionadas na Internet, e as redes sociais têm sido também uma das plataformas utilizadas pelos consumidores, para interagirem e comunicarem com e sobre as marcas. Actualmente, a imagem de uma marca acaba por ser assim fortemente influenciada por aquilo que se diz nas redes sociais.

Claro que se através das redes sociais, é possível às marcas difundirem e partilharem conteúdos, como forma de aproximação junto dos seus clientes/consumidores, também é a partir das redes sociais que percepções ou experiências dos clientes rapidamente se podem difundir.

Neste sentido, quem são os clientes que falam sobre a sua marca nas redes sociais? E hoje já comentaram sobre a sua marca nas redes sociais?

De acordo com os dados do Barómetro Telecomunicações – Marktest do mês de Julho 2012, 1.292 mil possuidores de telemóvel com 10+ anos, cerca de 15%, costumam acompanhar o que se escreve sobre o seu operador de serviço Voz Móvel nas redes sociais. Analisando por perfil sócio-demográfico, verifica-se que 57% destes são Homens, e aprox. 58% têm idades compreendidas entre os 15-34 anos.

Se analisarmos por marca de oper. Serviço Voz Móvel, são os clientes Vodafone/Yorn quem mais acompanham o que se escreve nas redes sociais sobre o seu operador (17,5%). Dos clientes TMN e Optimus, aproximadamente 14% costumam acompanhar o que se escreve sobre o seu operador.

Ainda de acordo com os dados de Julho 2012 do Barómetro Telecomunicações, é possivel verificar que se analisarmos junto dos possuidores de telemóvel, 97,4% não costumam escrever sobre seu operador serviço Voz Móvel nas redes sociais.

Procurando cruzar os indicadores de Satisfação/Insatisfação e Recomendação junto destes, verificamos que aprox. 44% encontram-se Muito Satisfeitos (9-10) com o seu operador, e que cerca de 58% Recomendariam de Certeza o seu operador de Voz Móvel.

A análise teve como base indicadores do estudo Barómetro de Telecomunicações, da Marktest, para o universo composto pelos residentes em Portugal com 10 ou mais anos.

Sofia Vicente – Junior Account Executive @ Hill+Knowlton Strategies Portugal

O fenómeno do Marketing Digital

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O marketing nas versões 2.0 e 3.0 há muito que chegou e veio para ficar. As redes sociais deixaram de ser apenas uma ferramenta de marketing pessoal, evoluindo agora para um padrão cada vez mais corporativo e, se no passado, uma empresa que não tinha site perdia a identidade, agora as redes sociais ampliam este paradigma.

De um modo geral, as grandes empresas mantêm o seu budget de marketing, continuando a investir nos meios tradicionais ao mesmo tempo que implementam estratégias nas redes sociais. Não obstante, empresas que não dispõem do capital suficiente para investir em comunicação e publicidade, apostam primeiramente numa abordagem digital que lhes permite apresentar a empresa e interagir com os clientes a menor custo. Um estudo realizado pela Global Trust Survey revela que 92% dos inquiridos oferece mais confiança às recomendações de amigos do que a qualquer outra forma de publicidade.

O menor investimento em conformidade com o maior retorno é o fator mais atrativo. No entanto, para apostar nestas ferramentas é necessário usufruir de know-how, tempo e recursos suficientes para atingir o sucesso. Desengane-se quem pensa que estar presente numa rede social é tarefa fácil. Manter um relacionamento com todos os fãs de uma página pode ser uma tarefa bastante difícil e tornar-se prejudicial se tal não for bem feito.

É necessário que as empresas entendam que partilhar esta função entre colaboradores não é viável, sendo que a solução passa por investir na contratação e/ou formação de uma pessoa cuja responsabilidade primária seja a gestão da presença da marca nestas plataformas. Se tal não for possível, a melhor opção passa por contratar os serviços de uma empresa especializada na área. Para além das várias vantagens associadas, as redes sociais são o meio de comunicação mais mensurável, permitindo avaliar a performance de uma campanha (por exemplo) de forma mais fácil e sem custos associados.

O marketing digital tornou também o consumidor mais exigente. Com a chegada destas ferramentas, este exige que as marcas esclareçam todas as questões através destes meios. As redes sociais são agora o maior vínculo entre marca/consumidor. Segundo um estudo recente da Forrester, empresa especializada em estudos de mercado, 74% dos fãs de uma marca nas redes sociais estão dispostos a recomendá-la a terceiros.

Dada a popularidade do fenómeno, é crescente o número de ofertas de emprego no âmbito desta vertente. As empresas solicitam agora não só especialistas nesta área (comummente denominados de comunity managers), mas também marketeers com experiência e formação comprovadas.

A função de um community manager passa por estabelecer a ligação entre a empresa e o consumidor e de um modo geral, gerir a reputação da marca nos meios digitais. Este profissional deve ter competências no âmbito das relações públicas, do marketing pessoal e relacional, da liderança e um vasto conhecimento das tendências de mercado. As suas funções passam, entre outras, pela identificação de oportunidades de negócio, gestão de crise, relacionamento com o consumidor, monitorização do buzz existente sobre a marca, e em alguns casos, pela implementação de estratégias de marketing viral.

Como consequência, também para o ensino o marketing digital trouxe a revolução. As ofertas em licenciaturas, mestrados, pós-graduações e especializações na área é cada vez maior, sendo agora um complemento essencial e seguro para quem trabalhe na área do marketing.

No entanto, esta noção, não se prende apenas às redes sociais, sendo que envolve toda a estratégia implementada nos meios digitais, nomeadamente, o e-mail & mobile marketing, publicidade online, estratégias de realidade aumentada, etc.

Sem dúvida, o marketing digital é hoje uma ferramenta indispensável para as empresas e uma aptidão necessária para os profissionais de marketing.

Sofia Vicente – Junior Account Executive @ Hill+Knowlton Strategies Portugal

Vem aí mais uma rede social…

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Mas desta vez, uma rede dedicada à fotografia e com cunho português!

Foi hoje anunciado que, no próximo dia 1 de Junho, será lançada uma nova rede social de fotografia. Com três fundadores (Joel Santos, Gui Rafael Costa e Fernando Carvalho) esta nova rede, de nome Retina.pt, tem como objectivo ser “um templo da imagem online”.

Segundo a nota de imprensa divulgada pelo site da Meios e Publicidade “as fotografias são o âmago do site e submetem-se à crítica e votação de todos os outros fotógrafos, amadores ou profissionais, que procuram encontrar cada vez mais e melhor. É também um local de encontro, informações, workshops, spots de viagens, equipamentos e técnicas e, sobretudo, bom gosto”.

O projecto português já conta com uma presença vincada no Facebook tendo criado uma página que, em apenas seis meses, juntou mais de 1.300 fãs.

De acordo com a notícia “qualquer cibernauta pode aceder à rede social, necessitando no entanto, para ter acesso aos diversos serviços oferecidos, que fazer um registo gratuito. Com esta inscrição ganha, também, acesso a privilégios, descontos e condições especiais das marcas apoiantes, que vão aderindo ao projecto”.

Os objectivos são grandes: alcançar os 10.000 registos ainda em 2012; expandir para os PALOP’s e, “no futuro, comercializar os direitos das fotografias, permitindo assim que um fotógrafo possa ver o seu trabalho noutros meios de comunicação e possa ser recompensado pela sua criatividade”.

Nós por cá, amadores, apreciadores, críticos ou apenas curiosos, aguardamos a chegada desta nova rede social e acompanharemos a sua evolução.

Iris Carvalho, Account Executive @ Hill+Knowlton Strategies Portugal

Marcas Portuguesas – Como as vemos cá dentro e como são vistas lá fora

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A Millward Brown e a Hill+Knowlton Strategies Portugal juntaram-se para apresentar mais uma edição da Flash News, uma iniciativa que pretende mostrar como são vistas as marcas Portuguesas pelos consumidores.

As principais conclusões deste estudo revelam:

  • 59% dos inquiridos no estrangeiro que conhecem marcas portuguesas consideram que estas foram ao encontro ou excederam as expectativas;
  • 65% dos inquiridos no estrangeiro não conhece marcas portuguesas;
  • 67% dos inquiridos em Portugal preocupa-se em saber a origem dos produtos;
  • Apenas 10% dos inquiridos em Portugal estão dispostos a pagar mais por marcas portuguesas;
  • A relação qualidade-preço surge como critério mais importante para os portugueses na maioria das categorias;
  • 9% é o valor mais elevado no peso que a origem do produto tem na decisão de compra e é na categoria dos Azeites

O estudo revela ainda que as respostas facultadas por inquiridos internacionais que já consumiram produtos portugueses – 40% dos quais já visitaram Portugal – destacam a qualidade dos produtos portugueses.

Apesar da percentagem de desconhecimento de marcas Portuguesas da parte dos inquiridos no estrangeiro ser acima dos 50%, as marcas apontadas com maior destaque em termos de visibilidade foram a TAP, Sagres, Super Bock, Banco Espírito Santo, e Azeite Gallo, tendo ainda sido referido o Pingo Doce e Grupo Jerónimo Martins na área da distribuição.

De acordo com os dados divulgados, em Portugal, apenas 10% dos inquiridos afirma pagar mais por uma marca portuguesa, sendo que a faixa etária dos 45-54 anos é aquela que mais se preocupa em comprar português, devido, em grande parte, à qualidade dos produtos e ao apoio à economia.

A Flash News é uma iniciativa da Millward Brown e da Hill+Knowlton Strategies Portugal que, apoiando-se no seu know how diário, se juntaram para dar a conhecer temas prementes e divulgar as diferentes conclusões que irão influenciar o mercado Português.  A 3ª edição da Flash News inquiriu um total de 770 pessoas na África do Sul, Alemanha, Austrália, Brasil, China, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos da América, França, Grécia, Holanda, Polónia, Portugal e Reino Unido, tendo já sido anteriormente publicado um estudo dedicado à redução dos orçamentos de Natal e outro à prestação de cuidados de saúde em Portugal.

Às compras no facebook

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Não falamos de vestuário, música ou mercearia (se bem que muitos utilizadores já comercializam os seus bens no facebook), mas da última novidade anunciada no blog da mais famosa rede social.

Segundo o Dinheiro Vivo, “O Facebook vai lançar uma loja de aplicações onde os programadores poderão desenvolver e promover apps e os utilizadores terão mais facilidade em encontrá-las. Chama-se App Center e será lançada ‘nas próximas semanas’.”

Os utilizadores poderão descobrir as “melhores” aplicações – leia-se as preferidas da comunidade e as mais utilizadas pelos seus amigos. O jornal Sol, segundo o britânico Telegraph, acrescenta que “no caso do «App Center» do Facebook este irá ser um directório com as aplicações mais populares, sendo que em alguns casos a rede social apenas irá dizer em que loja de aplicações estas se encontram. No caso de as aplicações serem desenvolvidas especificamente para o site criado por Mark Zuckerberg e que pretendam ser comercializadas pelos seus criadores através do «App Center», a rede social ficará com 30 por cento do valor cobrado.

Tendo em conta a evolução do Mobile e em que estudos recentes revelam que cada vez mais as pessoas utilizam os dispositivos móveis para aceder às redes sociais, as Apps são rainhas.

A Evolução do Facebook

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O passado dia 30 de Março de 2012 foi mais um marco na vida da menina bonita das redes sociais: a partir deste dia, todos os perfis de Facebook foram automaticamente actualizados para o novo lay out criado pela empresa de Mark Zuckerberg: a Timeline.

Como forma de celebrar este marco, reflectimos sobre as várias mudanças que esta rede social já teve desde a sua criação:

  • 2005: nesta altura, a rede social incluia ainda a preposição “The” no seu nome, e estava disponível apenas em algumas redes. Não existia ainda o Feed de notícias; os utilizadores podiam apenas saltar de perfil em perfil;

  • 2006: foi neste ano que foi introduzido o Mini-Feed de Notícias, a primeira revolução desta rede social. Esta nova funcionalidade relatava as actividades dos utilizadores, como mudanças de fotografias de perfil ou novas amizadres;

  • 2007: este ano não foi particularmente marcante no que toca a mudanças de visual. Porém, foi um ano de boom em termos de números de utilizadores. Este ano foi também marcado por um aumento da interacção entre utilizadores, nomeadamente por causa da criação dos Facebook Gifts;

  • 2008: este foi também um ano de revolução, dado que foi em 2008 que os utilizadores do Facebook passaram a poder publicar o seu estado, uma fotografia ou um link, uma das funcionalidades preferidas dos utilizadores actualmente;

  • 2009: neste ano surgiu um novo tipo de perfil, que permitia aos utilizadores tornarem-se fãs de uma determinada página. Este tipo de página estava destinado a artistas e outras pessoas conhecidas, para que os seus fãs pudessem segui-los e saber o que faziam, pensavam e onde estavam;

  • 2010: este foi um ano de nova mudança de visual, com a criação de um banner com seis fotografias no topo de cada perfil, que podiam ser escolhidas por cada utilizador. Foi também neste ano que passámos a saber, ao entrarmos no perfil de alguém, que amigos tínhamos em comum. 2010 viu também o aparecimento das páginas de LIKE, que vieram substituir as antigas páginas de fãs, o que massificou ainda mais o uso do facebook por parte de personalidades conhecidas;

  • 2011: este foi um ano de grandes mudanças na vida do Facebook, com o aparecimento de duas funcionalidades polémicas. Primeiro, foi criado o Ticker, uma barra posicionada do lado direito da página que indicava, em tempo real, tudo o que os nossos amigos fazem, desde tornarem-se amigos da alguém a fazerem um “gosto” numa actualização de estado ou numa fotografia. Além disso, foi criada a possibilidade “ver como…”, que permite aos utilizadores verem o seu próprio perfil como os seus amigos o vêem, como forma de testar as definições de privacidade;

Este foi também o ano da introdução da Timeline. Esta nova funcionalidade transformou o Facebook numa espécie de livro de histórias, organizando temporalmente toda a vida dos seus utilizadores, com a criação de marcos importantes. Esta foi, de facto, uma das mudanças mais significativas do Facebook.

Aderi ao facebook em 2007. Na altura esta rede social tinha poucos utilizadores em Portugal, e apenas chegou aos meus ouvidos devido ao contacto com alguns amigos que se encontravam, na altura, a fazer erasmus noutros países europeus nos quais esta rede social já era moda.

Atravessei muitas das actualizações referidas, e grande parte delas foram bastante criticadas. Apesar disso, o crescimento desta rede social tem sido uma constante, tendo-se registado, por exemplo, um crescimento de 8% nos EUA e de quase 300% no Brasil entre 2008 e 2011. No caso português, contamos com mais de quatro milhões de utilizadores, o que nos coloca no 36º país no ranking internacional num universo de 213, uma posição bastante honrosa dado o tamanho do nosso país.

De facto, estar no facebook tornou-se sinónimo de “existir”, e as estatísticas estão do seu lado. Posto isto, impõe-se uma pergunta: veio para ficar, ou terá o seu fim (como o teve o Hi5), perdendo o lugar para outra rede social à altura (o Google+, quem sabe)?

Diogo Carvalheda, Account Executive @ Hill+Knowlton Strategies Portugal